Yamaha Console CL e QL

Miguel Sá
redacao@backstage.com.br
Fotos: Divulgação

Desde o final de abril que já está disponível no site da Yamaha Pro Audio a atualização de firmware para as mesas Yamaha das linhas CL e QL. Nesta atualização a Yamaha traz novos algoritmos de equalização e um plug-in novo para o rack premium.

cada dia as empresas que fabricam equipamentos de áudio têm que se esforçar mais para oferecer novas soluções aos técnicos. Já faz cerca de três anos do lançamento da Yamaha CL Series, e, logo depois, foram lançadas as versões compactas: a QL5 e QL1. Tempo suficiente para que já fossem operadas por alguns dos melhores profissionais do mercado. As experiências de José Luis Carrato e Paulo Farat com as Yamahas foram distintas. “Passei o último ano em um teatro no qual todo o áudio proveniente dos vídeos, a música ambiente e os avisos internos eram gerenciados por uma CL1. Eu sempre gostei da interface dessa linha. A sonoridade é clara e musical. O operacional é extremamente intuitivo”, expõe José Luis.

Já Paulo Farat usou a mesa na estrada e em um trabalho na TV. “Todas as vezes que utilizei a CL5 foi no monitor. Quatro shows do RPM com a cena da PM5D transformada no software, um concerto do Toninho Horta e os Filhos do Clube da Esquina e BH e agora no projeto A Capella no Domingão do Faustão. Nos shows do RPM não modifiquei nada na cena da 5D e no Domingão foi bem produtivo para conhecer a console, pois fiz os ensaios e a mix do PGM. Gostei bastante do Bus Compressor e do Portico by R.Neve no Rack Premium”, comenta.

Updates

Na era digital dos consoles, não basta oferecer um bom hadware. De tempos em tempos, a Yamaha oferece atualizações dos componentes de software do equipamento. As atualizações de firmware 4.0 para as séries CL e QL anunciadas pela Yamaha trazem diversos implementos novos. José Luis, por exemplo, ficou satisfeito com as possibilidades abertas. “Finalmente temos um solo in-place! É bem legal o fato de monitorar o sistema Shure ULX-D. O layer customizável é uma mão na roda, você fica com o show na mão em poucos botões. Também achei muito interessante as novas equalizações. Novas curvas, novos horizontes”. Para Farat “saber utilizar a ferramenta disponível nesse ou naquele evento é a regra”.

A atualização com três novos algoritmos de equalização é mesmo um dos destaques. Os três, Precise, Agressive e Smooth, estão presentes tanto nos canais de entrada como de saída. O primeiro pretende dar mais exatidão na seleção de frequências. O “Q” dos filtros shelving pretende oferecer mais precisão com o novo algoritmo, ideal para atuar em frequências bem específicas sem interferir nas outras mais próximas. O segundo algoritmo promete uma ação mais presente no som. Já o terceiro é ideal quando as mudanças pretendidas no áudio não são tão radicais, mas se deseja uma influência perceptível e musical.

O plug-in MBC4 – um compressor multibanda – trabalha com modelamento VCM e promete uma interface gráfica amigável, que cumpra bem a função de informar ao operador da mesa sobre o uso de suas funções. A sonoridade deste plug-in procura reproduzir o tipo de resposta dos melhores compressores analógicos. A intenção da Yamaha foi conseguir uma ação que não fossse “dura”, permitindo manter a integridade e a musicalidade do áudio comprimido.

“Não é a minha arma preferida, mas tenho certeza que vai fazer muita gente feliz por aí”, aponta José Luis.

O controle e a monitoração para os receptores digitais ULXD4D e ULXD4Q permitem editar parâmetros de forma que facilita bastante o trabalho do técnico. Ao alcance dele estão o nome do canal, o ganho, o mute do receptor, monitoração de informações de nível de RF, frequência, diversidade, bateria do transmissor e nível de áudio. Todos estes parâmetros estão disponíveis nos displays das linhas CL e QL. Também no terreno dos controles remotos, a Yamaha destaca as novas possibilidades do aplicativo StageMix V6 das linhas CL e QL. Parâmetros de efeitos, que antes só podiam ser alterados nos consoles, também podem ser editados no aplicativo. Ainda na parte de aplicativos, um dos implementos mais interessantes na mesa é o Monitor Mix, para iPhone e iPad. Ele permite que até 10 dispositivos possam ser usados para os próprios músicos controlarem remotamente as mixagens de monitor. Cada músico só tem acesso a sua própria via.

A relação do técnico
de som com a mesa na era digital

Paulo Farat coloca a importância de o profissional de som conhecer a sua ferramenta de trabalho. “Independentemente do endorsement de cada técnico, e não é segredo pra ninguém que eu tenho essa relação com as dLive da Allen & Heath por gostar da sonoridade e da superfície delas, temos que ser profissionais e conhecer todas as consoles. Cada uma tem sua característica, caminhos e sonoridades. A Yamaha CL não me deixou na mão. Em todos os projetos o resultado foi bem satisfatório”, explica. Para José Luis Carrato, que já trabalhou e trabalha com artistas como Capital Inicial, NX Zero e Korzus, as ferramentas de trabalho estão equiparadas. “A cada dia que passa fica mais difícil pensar em algo que está faltando no console x ou y. O básico todas têm: um bom channel strip. O resto é processamento, conversões, matemática extrema. Uma boa sonoridade não é baseada em plug-ins mirabolantes. Bom senso é boa ferramenta. Com certeza, a CL faz a que se propõe”, completa.


O plug-in MBC4 trabalha com modelamento VCM e promete uma interface gráfica amigável

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