Criador e criatura: A história do Rock in Rio

Montagem Abertura

Criador e criatura: a história do Rock in Rio

Em entrevista exclusiva à ‘Backstage’, Roberto Medina conta como foi a criação do festival. Já o gerente de marketing, Rodolfo Medina, fala dos desafios e dos planos futuros para o festival, entre eles o de incluir mais um país da América Latina na rota do evento. E Bruce Henri, o nome por trás da Rock Street, criador do conceito da atração, conversou com a revista para contar como é se dividir entre as funções de músico instrumentista e ainda se divertir com o trabalho.

Confira nessa retrospectiva de reportagens e entrevistas exclusivas ao longo de todas as edições do festival.

1985

O carioca de origem judaica Roberto Medina é simplesmente o criador do maior evento internacional de música, o Rock in Rio. Desde que surgiu, em 1985, o festival tem atraído milhões de expectadores, tanto no Brasil quanto na Espanha, Portugal ou Estados Unidos. No primeiro Rock in Rio Lisboa, em 2004, muitas críticas foram feitas. Os brasileiros, principalmente os cariocas, não achavam justo que o Rock in Rio não acontecesse mais em seu país de origem, sendo o último realizado em 2001 até então. Porém em 2011 ele “Voltou para casa”, como comemorou Roberto Medina nesta entrevista exclusiva à Backstage.

Medina conta sobre os desafios surgidos em sua empreitada, a história do Rock in Rio e suas expectativas em relação ao festival, que promete agitar mais uma vez a Cidade Maravilhosa, em sua sexta edição no Rio de Janeiro.

Rock in Rio 2013

Backstage – Como surgiu a ideia de criar o Rock in Rio?

Roberto Medina – Foi em 1984. Eu estava insatisfeito com o meu trabalho na época, na área de comunicação e marketing, queria fazer algo novo e diferente. A ditadura estava acabando e eu queria mostrar a cara do Brasil para o mundo. Meu objetivo era fazer algo ligado à juventude.

Desde o início o objetivo era fazer um evento tão grande?Roberto Medina

Na verdade, não. Um dos motivos de o Rock in Rio ter se tornado um evento deste porte foram as dificuldades que eu enfrentei.

Você já conhecia o mercado musical?

Conhecia pouco. Mas não me assustava, porque acredito que grandes quebras de paradigmas vêm sem conhecimento. Tudo foi surpresa para mim, eu não sabia a posição que o Brasil estava em relação ao mundo. Trazer para o país qualquer banda internacional, na época, custava mais do que o dobro do que levá-la a qualquer outra parte do mundo. Não tínhamos a estrutura lá de fora. Além disso, o ingresso custava pouco e conseguir patrocinador para um evento musical era muito difícil. Tentei de todas as formas, durante 70 dias, e não consegui nada.

Como estes problemas iniciais foram solucionados?

Cinco anos antes de ter a ideia do que seria o Rock in Rio, eu trouxe o Frank Sinatra para fazer um show aqui no Rio e ele foi a minha salvação. Pedi a ele que convocasse uma coletiva de imprensa para divulgar o festival. E funcionou, a coletiva foi um sucesso. No dia seguinte, diversos jornais nacionais e internacionais estavam divulgando o Rock in Rio.

Depois de chamar a atenção da imprensa, qual foi o desafio seguinte?

Precisávamos atrair o público. Para a conta fechar, para termos lucro, era preciso juntar mais de um milhão de pessoas. E eu acreditava que isso era possível. Mas, como fazer isso com um evento totalmente novo e nunca visto antes no Brasil? Foi aí que surgiu a ideia de fazer dias temáticos, além de criar muitas atrações para que famílias inteiras pudessem comparecem ao Rock in Rio. Criamos dias tematizados, o dia do rock, do pop, do heavy metal, do jazz, do blues, para atrair o maior número de pessoas possível. E conseguimos, foi um festival incrível, com 1,3 milhão de pessoas. Super improvisado, mas exatamente como eu havia sonhado.

O que representou para você fazer o Rock in Rio 1?

Para mim, o Rock in Rio 1 foi um marco de estrutura de show e de música no Brasil. Foi a consolidação de uma marca, que hoje ocupa uma posição de destaque no mundo. O Rock in Rio hoje é ‘top of mind’ em várias partes do mundo. Na Espanha, por exemplo, sua importância chega a ser comparada à da Fórmula 1.

O que mudou da primeira edição para o Rock in Rio para a atual?

O primeiro já foi muito superior em relação ao que existia na época, tanto no mercado americano quanto no europeu. Eu não vejo mudança clara, o que aconteceu foi o acréscimo da tecnologia. Antes, não tínhamos fax, e-mail, celular, o que facilita muito nosso trabalho hoje em dia. É claro que as estruturas de áudio, iluminação, o palco, em geral, sofreram melhorias, mas o modelo é o mesmo. O evento foi sendo aprimorado. Agora, o Rock in Rio é um festival muito mais planejado, mas a alma é a mesma de 1985.

Rock in Rio 2013

Quais são as diferenças entre as edições internacionais e as nacionais?

A grande diferença é que aqui no Rio todos os dias estarão lotados e não é simplesmente uma apresentação, é uma festa, as pessoas vão para se divertir. É uma relação social. O público brasileiro não tem igual no mundo. Ele dá mais feedback aos artistas e, por isso, eles gostam mais de tocar aqui do que em qualquer lugar do mundo. Mas fazer o evento aqui traz uma responsabilidade muito maior. Fico muito mais feliz em fazer o Rock in Rio no Rio do que em qualquer outro lugar. O orgulho é muito maior. Aqui, eu tento fazer mais, muito mais. E eu vou fazer melhor.

Rock in Rio 2013

Como são as pesquisas para a escolha dos artistas?

Primeiro, o público dá uma resposta espontânea sobre qual artista de determinado gênero musical ele gostaria que viesse participar do festival. Depois, acontece uma pesquisa estimulada, em que as pessoas respondem se gostariam de determinado grupo ou não.
Temos uma equipe que cuida das redes sociais, pessoas informando o público e recebendo informações sobre o que eles estão achando. O projeto de marketing abrange os dois: as mídias convencionais e as redes. Não há um trabalho específico. Diariamente, eu recebo um relatório com a opinião das pessoas.

panoramica

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Sete perguntas para Rodolfo Medina

Rodolfo Medina

O gerente de marketing do Rock in Rio fala dos desafios e dos planos futuros para o festival, entre eles o de incluir mais um país da América Latina na rota do evento

Revista Backstage – Foi difícil implantar o Rock in Rio em Portugal e depois na Espanha? Conte a experiência de levar um produtoRock in Rio brasileiro deste porte para a Europa?

Rodolfo Medina – O Rock in Rio tinha dentro da sua estratégia, a partir de 2001, construir uma marca internacional. Dentro da relação com empresários portugueses, entendemos que Portugal era o melhor caminho para o Rock in Rio entrar na Europa. É claro que quando chegamos a um país novo, precisamos de toda uma estratégia de comunicação para fortalecer a marca. As edições de 2004 e 2006, em Lisboa, foram um sucesso. Portugal possui uma vantagem enorme que é o conhecimento do Brasil e isso ajudou muito, já que os portugueses sabem o que acontece por aqui. Quando acabou o projeto de Lisboa, em 2006, estávamos preparados para ganhar mais um país na Europa. Naturalmente este país foi a Espanha, pela proximidade e pelos conhecimentos que o Rock in Rio estabeleceu no local. Como já vínhamos de uma experiência europeia, Madri foi mais fácil do que Lisboa.

Como é cuidar da circulação de tantos profissionais, empresas e equipamentos de tantos países diferentes? Dá para dizer que este é o maior desafio na produção de um evento intercontinental?

Você aciona as pessoas necessárias, as pessoas de confiança e com conhecimento para realizar o trabalho. Não tem muito mistério, cada um cumpre a sua função. Não dá para dizer que este é o maior desafio, não. Os maiores desafios são a construção do projeto de comunicação e a junção de profissionais capazes que o Rock in Rio reúne.

O Rock in Rio abre caminho para outras iniciativas brasileiras de grande porte no exterior na área de entretenimento?

Sem dúvida. Por ser o maior projeto de música e entretenimento do mundo, o Rock in Rio reforça a capacidade de produção do brasileiro. Nós, brasileiros, realizamos o maior festival do planeta.

A crise no mercado fonográfico e o foco dos artistas em shows se reflete na organização do Rock in Rio de alguma forma?

Sim, o mercado de shows está cada dia mais ativo. Hoje em dia, um pedaço importante da receita das bandas vem do mercado de shows. Isso faz com que este mercado fique mais profissional e melhore a forma de lidar com certas situações. Os shows fazem parte do processo.

As ofertas de entretenimento na Cidade do Rock iam além da música. Um festival hoje em dia é mais que show de música?

O Rock in Rio sem dúvida é muito mais do que show. É um lugar para o público passar horas de festa. As pessoas podem assistir os grandes artistas do mundo, como também podem andar na roda gigante, passear na Rock Street ou saltar na tirolesa.

Sunset

Além dos encontros no palco Sunset, houve o encontro dos Paralamas com os Titãs e um tributo ao Renato Russo no Palco Mundo, e a Rock Street, que fizeram muito sucesso. Vocês pensam em ampliar este tipo de show onde a situação artística – como os encontros de bandas ou tributos – é a atração junto com o artista?

Sempre, a cada ano procuramos inovar o projeto. A nossa equipe de criação busca o tempo todo bolar novos encontros ou novas atrações para o público.

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Bruce Henri

Diretor artístico da Rock Street e instrumentista,

Bruce Henry fala sobre o evento e sua carreira.

Músico de três bandas (só durante o Rock in Rio), produtor, marceneiro (por hobby), diretor e um jovem entusiasta apaixonado por música. Esse é Bruce Henry Leitman, o nome por trás da Rock Street, uma das áreas mais visitadas durante esse festival, que esse ano homenageou a Grã-Bretanha e a Irlanda. Criador do conceito da atração, ele conversou com a Backstage para contar como é se dividir entre as funções e ainda se divertir com o trabalho.
Esse nova-iorquino de 64 anos começou seus estudos musicais na Espanha, ainda na adolescência. Em 1966, veio para o Rio com a família, onde ficou até 1970. Nesse mesmo ano, foi chamado para tocar com Gilberto Gil em Londres. Lá conheceu o escocês Maurice Hughes, técnico de som de Gil e Caetano Veloso, até então exilados.

Quando os dois cantores baianos puderam retornar ao Brasil, Bruce e Maurice, que se tornaram parceiros em um projeto de dois anos, voltaram também. Maurice dedicou-se à engenharia de som e hoje é diretor de palco do Rock in Rio.

Bruce seguiu sua trajetória, passando por diversos grupos como Uakti, Jungle Tap, Miller All Star Blues Band e atuando como contrabaixista com diversos artistas, entre eles Gal Costa, Tom Jobim, Ney Matogrosso e Herbie Hancock, com destaque para sua capacidade de improvisar, em uma carreira que já soma 50 anos. E em 2011, Bruce chega ao Rock in Rio para fazer o que mais gosta: música. A edição de 2013 da Rock Street é a terceira que ele dirige; uma em Portugal e duas no Rio.

O instrumentista se apresentou no Rock in Rio este ano em todos os dias com a Rock Street Big Band, além de tocar com o grupo Joko (no dia 19/09) e com a Fabulous Tab (13/09), sob o comando de Evandro Mesquita. Apesar de ter uma década de experiência sobre o palco, Bruce diz ainda sentir-se nervoso. “Faço meu melhor e me divirto”, ele garante.

 

2013

Rock Street Rock in Rio 2013

 

A rua carioca do rock com ares Europeus

Quem foi à Rock Street 2013 pôde notar que a proposta da sua segunda edição era levar o público para outro lugar, mais precisamente para os mercados de rua do bairro londrino Camden Town e do boulevard irlandês Grafton Street. Localizado à esquerda de quem entra na Cidade do Rock, o espaço temático tinha 150 metros de comprimento e 20 lojas. As fachadas remetiam aos ambientes originais, com uma mistura de sons, cores e atrações simultâneas nacionais e internacionais.

2013

Rock Street Rock in Rio 2013

Os cenários foram criados pelo arquiteto João Uchoa e as 65 atrações foram escolhidas pela produção com propósitos e simbolismos, para abranger todo o universo londrino e irlandês, mas com toques tupiniquins. Show de mágica, cartomantes, venda de vinis, malabaristas, produção de caricaturas, envio de cartas. Uma das atrações mais requisitadas foi o guarda londrino, com quem os visitantes faziam fila para fotografar.

2013

Rock Street Rock in Rio 2013

Quanto à música, podia se encontrar de quase tudo: heavy metal, rock progressivo, pop, folk, punk rock, covers de Led Zeppelin, Pink Floyd e Rolling Stones e principalmente Beatles, os maiores homenageados dessa edição. A Orquestra Voadora levou um pouco de samba direto do Carnaval e, para trazer um pouco da atmosfera dos celtas (com menções a druidas e duendes), perfomances de dança, jam sessions e grupos como o paranaense Terra Celta, que une elementos da música celta e brasileira e a banda irlandesa Sensessional.

2013

Rock Street Rock in Rio 2013

A edição de 2013 remete à anterior, de 2011, que celebrou Nova Orleans, pelos artistas de rua, os toques de jazz dados às músicas dos Beatles e o clima intimista que o ambiente oferecia. E a proposta, segundo o diretor artístico, é essa mesma: ligar sempre uma Rock Street à outra. O objetivo de criar um ambiente de diversão usando características de outras culturas pareceu que deu certo. O público compareceu em peso à Rock Street, se emocionou e garantiu um belo espetáculo. Em entrevista à Backstage, Bruce Henri, diretor artístico da Rock Street, fala sobre a produção musical desse Cantinho Especial na cidade do Rock.

2011

Rock Street Rock in Rio 2011

Revista Backstage – Como é produzir um evento desse porte?

Bruce Henri – É um desafio, mas é divertido. Exige muito do fator imaginação. É sempre preciso encontrar vias alternativas para viabilizar o projeto e fazer algo que supere a edição anterior. Eu desenvolvo em conjunto as funções de diretor artístico e produtor técnico em geral.

Há quanto tempo você está envolvido com o projeto dessa edição?

Comecei há uns dois anos. Eu sempre falo que quando você está trabalhando em um evento, você já está atrasado para o próximo. Às vezes, você pode encontrar palavras de sabedoria em lugares menos esperados. Tem um grupo de acrobatas e malabaristas que trabalha no Rock in Rio. Certa vez, tarde da noite, um deles disse uma frase que me marcou: “Não adianta ter pressa, porque a van é uma só”. Usei esse exemplo porque, por mais que eu estivesse adiantado com minha produção do festival, eu dependo de um monte de outros setores que não conseguem, por várias razões – não por incompetência, mas por inviabilidade – trabalhar com essa antecedência toda que eu tenho. Então por mais que eu esteja antecipando tudo, eu tenho de esperar alguém. É um trabalho constante que dura até o Rock in Rio acabar. Mas a parte boa mesmo é a que acontece pelo menos um ano antes, quando começa o trabalho de pesquisa a sério. A ideia vem dois anos antes. Faltando uma semana para o festival, para mim não tem mais graça.

2013

Rock Street Rock in Rio 2011

Como surgiu a ideia de homenagear a Grã-Bretanha e a Irlanda na Rock Street?

Apareceu em um papo entre o Roberto (Medina) e eu, quando estávamos fazendo o Rock in Rio 2011 e já pensando na edição de Portugal (ocorrida em 2012). Sentamos e começamos a planejar a Rock Street desse ano. Pensamos nos Balcãs (região do sudeste europeu que engloba Albânia, Bulgária, Grécia, Croácia, Áustria, entre outros países), no Caribe. Eu fui para a Irlanda e Londres fazer pesquisa. Chegamos a conclusão de homenagear esses dois locais por entender que a arquitetura de lá se prestava, a música também e batemos o martelo primeiramente para Grã- Bretanha. Mas o Roberto queria dança irlandesa e aí incluímos a Irlanda nessa história. E juntamos pop britânico com pubs de Londres e Dublin e dança e música irlandesa.

As parcerias são fundamentais para a execução desse projeto? Por quê?

Elas são feitas pela organização da Rock World (pessoa jurídica do Rock in Rio). Eu mando as minhas necessidades e demandas para uma pessoa designada e eles encaminham para os fornecedores. Em relação aos equipamentos de som e luz, tenho parcerias de longa data, não só com o Rock in Rio, mas com outros eventos que eu produzo. Na parte de áudio, tem a Gabisom, entre outros. Já na parte de luz, muda um pouco, porque é uma empresa estrangeira quem faz, mas a quem nós já conhecemos.

Como foi a homenagem aos Beatles?

Aconteceu com a Rock Street Band. Eles são uma referência musical muito forte e têm uma obra muito importante em termos de composição. E a Rock Street Band é uma extensão desse trabalho. Montamos o som da banda com uma pegada jazzística e arranjos inéditos e tudo ficou com uma nova cara, mas com o estilo Beatles. Os Britos também participam. A banda All you need is Love vai relembrar o Rooftop Concert, último concerto ao vivo dos Beatles, em uma reprodução do telhado da Apple Studios.

Na programação da Rock Street, pode-se notar que no dia 20 de setembro de 2013 havia um casamento marcado. Do que se trata?

O casamento se tornou uma tradição na Rock Street. Na primeira edição, um casal (a professora de química Rachel Letris e o analista de sistemas Gabriel Gimmeli) queria assistir ao show do Red Hot Chili Peppers, mas não poderiam ir, pois o casamento deles estava marcado para o mesmo dia. Eles escreveram para a Roberta Medina, pedindo que a data do show fosse alterada. Como o pedido não pôde ser atendido, o casal foi convidado a realizar o matrimônio na Rock Street. Eu disse que ficaria responsável pela organização. Quando a noiva jogou o buquê, uma moça o pegou. Pois essa mesma moça que pegou o buquê se casou na edição 2013 da Rock Street.

Você tocará com a Fabulous Tab e a Rock Street Band. Como é se dividir entre a função de diretor artístico e instrumentista no festival?

Embora tenha 50 anos de carreira, 39 anos de produção e 12 anos de direção, ainda me sinto nervoso. Ainda estou me acostumando.

Qual a sua expectativa para a recepção do público deste ano a esse projeto?

Eu achei que o público ficaria na Rock Street e não ia querer ir aos outros locais (risos). Ficaria todo mundo grudado lá. É um lugar muito divertido e concorrido. Tivemos as performances, fora a música irlandesa, que foi tocada na rua. Esse ano nós tivemos o palco. Fizemos arranjos especiais em jazz das músicas dos Beatles. Foi muito legal mesmo. Muita coisa legal mesmo. Tudo preparado para as pessoas se divertirem muito!

 

2011

Rock Street Rock in Rio 2011

 

2011

Rock Street Rock in Rio 2011

 

2013

 

Entrevista exclusiva com Roberto Medina:
matéria publicada na edição 192 – Dezembro 2010 (Fernanda Coimbra)

Entrevista exclusiva com Rodolfo Medina: matéria publicada na edição 205 – Dezembro 2011 (Miguel Sá)

Entrevista exclusiva com Bruce Henri: matéria publicada na edição 228 – Novembro 2013 (Pedro Rocha)

Fotos: Divulgação / Ernani Matos / Leonardo C. Costa / Ariel Martini / Raul Araújo

 

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